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Sentar e Levantar


Ajudar uma pessoa com demência a sentar-se e levantar-se ou a passar de uma cama para uma cadeira (ou vice-versa), em segurança, é uma das tarefas mais desafiantes que um cuidador pode enfrentar. Não só é fisicamente exigente, como existem vários riscos associados, tais como: 

  • Quedas, uma das principais causas de hospitalização e institucionalização das pessoas com demência; 
  • Lesões da pessoa com demência (torcer pés e braços, feridas); 
  • Lesões musculares dos cuidadores, em especial das costas; 
  • Agitação da pessoa com demência. 

Ao dar apoio a uma pessoa que não consiga sentar-se e levantar-se sozinha, um dos maiores desafios é encontrar o equilíbrio entre independência e segurança, a dificuldade em promover o mais possível a independência da pessoa, ao mesmo tempo que se garante a sua segurança. 

Para além disso, é também importante preservar a dignidade da pessoa durante um processo destes que exige agarrá-la e manipulá-la, sendo importante imaginar o que sentiríamos se estivéssemos no seu lugar. 

No entanto, se tivermos em conta as capacidades e dificuldades da pessoa com demência, se tivermos atenção ao ambiente, se dermos instruções de forma adequada e se recorrermos a produtos de apoio, será possível minimizar a maioria dos problemas e riscos que acontecem quando é necessário ajudar a pessoa a sentar-se ou levantar-se. 


Estratégias Gerais 


Não apressar 

  • As pessoas com demência reagem mais devagar e apressá-las pode provocar lesões sérias quer na pessoa, quer no cuidador; 
  • É importante dar tempo para a pessoa se ir ajustando às novas posições, passo a passo. 


Pedir a colaboração da pessoa com demência 

  • É fundamental permitir ou pedir à pessoa com demência que utilize a força que ainda tem, para que não seja necessário o cuidador levantá-la sozinho. O cuidador deverá apenas ajudar a pessoa no que for preciso, e não fazer todo o trabalho pela pessoa; 
  • Por vezes, tudo aquilo que a pessoa precisa nos estádios iniciais da demência é de uma mão colocada na zona lombar e outra no ombro, que a guiem gentilmente para a direção pretendida; 
  • Mesmo nas fases mais avanças, a pessoa poderá ajudar um pouco que seja se lhe dermos instruções simples e claras e tempo suficiente para as executar; 
  • Para além de ajudar na tarefa, se a pessoa colaborar tanto quanto lhe for possível, isso também irá ajudá-la a manter a sua força muscular e mobilidade durante mais tempo. 


Comunicação 

  • Muitas vezes a pessoa ainda mantém alguma capacidade física, mas, devido à demência, precisa de instruções e orientações sobre os movimentos que precisa de fazer; 
  • Dar instruções simples e passo a passo, dando tempo à pessoa para reagir a cada instrução, mesmo que pareça que a pessoa está a compreender (contar até dez pode ser uma boa estratégia para determinar o tempo de espera). No caso de a pessoa ter a Doença de Parkinson, deve dar-se ainda mais tempo, porque uma das características dessa doença é uma dificuldade em iniciar movimentos; 
  • Motivar a pessoa a completar a ação, depois de iniciada. Por exemplo, dizer: “Muito bem. Segura-te na barra” ou “Isso, está quase”; 
  • Explicar calmamente cada passo à medida que ele acontece. Por vezes, a pessoa com demência é pouco cooperante quando alguém tenta ajudá-la a movimentar-se porque não compreende o que está a acontecer, o que o cuidador pretende, ou porque sente que está a ser tratada como um objeto; 
  • Se o cuidador se aproximar da pessoa com calma e descontração, falar ao nível do olhar da pessoa e levar algum tempo a explicar gentilmente o que está a fazer, é mais provável que a pessoa colabore. Mesmo que a pessoa não compreenda as explicações, poderá sentir confiança no tom de voz, expressões e gestos do cuidador, o que pode facilitar bastante a tarefa. Pode, por exemplo, dizer-se algo como: “Eu agora vou deslizar as tuas pernas até à borda da cama, para te ajudar a ficar sentada”; 
  • Pode também explicar-se o que se pretende demonstrando através de gestos ou guiando delicadamente os movimentos da pessoa; 
  • Tentar mais tarde. Por vezes, poderá simplesmente não apetecer à pessoa mover-se. Se assim for não queira insistir, pois ajudar alguém que não queira a movimentar-se poderá ser uma tarefa desnecessariamente extenuante, para além de que pode perturbar a pessoa. Nesses casos, é preferível deixar a pessoa por momentos e tentar mais tarde. 


Garantir que o ambiente é seguro e adaptado 

  • Verificar se há espaço suficiente para fazer a transferência da pessoa em segurança, e que não há obstáculos no caminho; 
  • Prevenir quedas. As pessoas com demência normalmente têm pouco equilíbrio quando estão de pé e por vezes têm problemas de visão. Para prevenir riscos de queda durante a transferência podemos: 
    • Evitar ter objetos no chão; 
    • Retirar tapetes ou carpetes, uma vez que a pessoa pode escorregar ou tropeçar neles; 
    • Garantir que fios ou cabos estão bem acomodados e não soltos ou no meio do caminho; 
    • Garantir que não existem desníveis no piso e que o piso não está escorregadio; 
    • Garantir que nem a pessoa com demência nem o cuidador têm calçado escorregadio; 
    • Retirar móveis e objectos instáveis, nos quais a pessoa se tente apoiar e caia. 
  • Assentos elevados. Garantir que as superfícies onde a pessoa se senta são elevadas. Ao estar sentada, as ancas da pessoa devem estar ao mesmo nível ou ligeiramente mais altas que os seus joelhos dobrados. Se assim for, a pessoa com demência poderá conseguir levantar-se com menos ajuda ou mesmo de forma independente. No entanto, não podem ser tão elevadas que os pés da pessoa fiquem pendurados e não cheguem ao chão; 
  • Camas. Evitar camas muito baixas, pois dificultarão a entrada e saída da cama da pessoa. Se for necessário, elevar a altura da cama e utilizar um colchão firme ou um sobrecolchão. Uma boa alternativa são as camas articuladas. É possível comprar ou alugar camas articuladas com altura regulável; 
  • Cadeiras e Poltronas
    • Garantir que as cadeiras são estáveis e elevadas, e que têm apoios de braços robustos e compridos, o que facilitará a pessoa sentar-se e levantar-se e diminuirá o risco de queda (para mais elementos a considerar quando se escolhe uma cadeira ou poltrona, ler aqui); 
    • Poderá levantar uma cadeira existente utilizando blocos de madeira por baixo, mas é importante certificar-se que os blocos e a cadeira ficam estáveis, e que os blocos não ficam salientes em relação à cadeira, o que poderá fazer com que a pessoa tropece. Existem também assentos que servem para aumentar a altura da cadeira; 
    • Se a cadeira for demasiado baixa para a pessoa, uma almofada no assento poderá ajudar; 
    • Evitar uma cadeira sem recosto ou com um recosto baixo; 
    • Se a cadeira tiver rodas, garantir que estão travadas. 


Utilizar produtos de apoio 

  • Utilizar produtos de apoio à elevação e transferência, sempre que possível, para deslizar, empurrar e puxar a pessoa, que substituam o uso da força do cuidador, minimizando assim o risco deste se lesionar. Deve consultar-se um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional para que aconselhem os produtos mais adequados e dêem formação sobre como os utilizar devidamente. Alguns produtos de apoio úteis são: 
    • Cintos de transferência; 
    • Tábuas de transferência; 
    • Cadeiras ou poltronas de elevação elétrica. 
  • Instalar corrimãos e barras de apoio na casa-de-banho (paredes, polibã e ao lado da sanita), na cama (barras que encaixam debaixo do colchão), e em paredes onde possam ser mais úteis na rotina diária da pessoa. É aconselhável que estas barras tenham um acabamento antiderrapante em vez de um cromado, para diminuir o risco de queda; 
  • Preparar os produtos de apoio que a pessoa utiliza, antes de iniciar a transferência. É essencial planear a transferência antes de realizá-la, aproximando previamente a bengala, o andarilho ou a cadeira-de-rodas da cadeira ou da cama onde a pessoa se encontra; 
  • No caso de uma cadeira de rodas, deve acionar-se o seu travão, afastar-se os apoios de pés para permitir a entrada da pessoa e, no caso de se usar uma tábua de transferência, baixar-se os apoios de braços. No caso de estes serem removíveis, deve retirar-se os apoios de pés e de braços antes de se realizar a transferência;
  • Consultar seguradoras e outras instituições para aferir se a pessoa com demência é elegível para receber camas articuladas e produtos de transferência pagos ou comparticipados. 


Posição do corpo do cuidador 

  • Para não se colocar em risco, o cuidador deve ter atenção ao seu próprio corpo quando levanta ou transfere a pessoa com demência, respeitando a mecânica natural das articulações; 
  • Ao ajudar a pessoa com demência a mudar de posição, existe o risco do cuidador cair juntamente com a pessoa, ou de facilmente lesionar a coluna quando a tenta levantar. A maioria das lesões da coluna acontecem lentamente e ao longo do tempo, o que significa que o cuidador se pode estar a colocar em risco sem se aperceber; 
  • Manter a coluna direita (tentar não curvá-la). A regra de ouro é colocar-se numa posição que permita à sua coluna uma posição neutra. Sempre que perdermos a curvatura natural da região lombar, estamos a colocar a nossa coluna em risco. Neste tipo de situação, são os pequenos traumas acumulados que geralmente dão origem a uma lesão, mais do que um evento isolado; 
  • Dobrar os joelhos e as ancas. Desta maneira, são os músculos abdominais e das coxas que fazem a força e não a coluna. Apertar os músculos abdominais durante a transferência para proteger a coluna; 
  • Usar a força dos seus braços e não das suas costas, para não sobrecarregar a coluna; 
  • Mexer os pés para rodar o corpo. Se o cuidador se virar sem mover os pés, estará a torcer a coluna, o que aumenta o risco de lesão. Mexer os pés e virar todo o corpo na direção do movimento; 
  • Manter os pés a uma distância de 20 a 30 centímetros um do outro, com um pé ligeiramente mais para a frente. Isto vai ajudá-lo a transferir a pessoa através do impulso do seu corpo, por oposição a levantar um peso morto; 
  • Manter a pessoa com demência próxima do seu corpo, à medida que a movimenta; 
  • Aproveitar o impulso para ajudar na transferência. Para tal, pode contar-se alto até três para a pessoa se mover, e aproveitar o movimento quando ela o faz; 
  • Se a pessoa for muito pesada, poderão ser necessárias duas pessoas para fazer a transferência, ou recorrer a produtos de apoio como uma cadeira de elevação elétrica ou uma grua de transferência; 
  • Não apressar a ajuda, levando o tempo que for necessário para uma transferência segura; 
  • Caso o cuidador se sinta inseguro ou desconfortável quando levanta a pessoa, deve parar e tentar ajustar-se (garantindo que a pessoa com demência está numa posição de segurança em todos os momentos), para depois voltar a tentar. 


Posição do corpo da pessoa com demência 

  • Garantir que os membros da pessoa estão virados na direção do movimento. Por exemplo, garantir que os pés estão virados para frente e que os pulsos não estão torcidos; 
  • Segurar a pessoa pelas ancas (cinto ou cós das calças), e não puxá-la pelos braços nem segurá-la por baixo dos braços. As duas últimas opções são dolorosas para a pessoa que está a ser transferida, podendo mesmo provocar-lhe lesões nos ombros, pulsos ou braços, e para além disso não garante um controlo adequado do corpo da pessoa; 
  • Conhecer as capacidades e dificuldades da pessoa. O ideal é utilizar as capacidades da pessoa, tentar que a pessoa faça o máximo que consegue para que o cuidador não faça tanto esforço. Por exemplo, se o lado direito da pessoa tem mais força, então iniciar os movimentos com esse lado. Se a pessoa tende a puxar ou empurrar de um lado, então iniciar os movimentos com o lado oposto; 
  • Se a pessoa tiver dor ou a pele frágil e sensível, será importante ter isso em conta nos locais do corpo onde se colocam as mãos quando a ajudamos a movimentar-se. Os movimentos terão de ser feitos de uma forma ainda mais lenta e suave, pois a pele da pessoa abrirá feridas com muita facilidade; 
  • Cuidados a ter depois da transferência: 
    • Garantir que a pessoa não está sentada ou deitada numa posição desconfortável; 
    • Certificar que pés, pernas, braços, pulsos e cabeça não estão torcidos ou numa posição estranha; 
    • Colocar os braços da pessoa nos apoios da cadeira ou poltrona, numa posição natural; 
    • Se necessário, colocar almofadas para manter o corpo direito ou para a pessoa ficar mais confortável; 
    • Se a pessoa tiver sido transferida para uma cadeira-de-rodas, garantir que a cadeira está travada e que os pés da pessoa estão bem posicionados nos apoios. 


Obter aconselhamento profissional 

  • Ajudar uma pessoa com demência a movimentar-se envolve muitos riscos, em especial se a pessoa for muito pesada ou se tornar muito dependente. É sempre aconselhável pedir o aconselhamento de técnicos especializados, como fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais; 
  • Estes técnicos podem ensinar técnicas de transferência específica (em especial se a pessoa for muito pesada ou muito dependente), ensinar exercícios de fortalecimento dos músculos e articulações e aconselhar os produtos de apoio mais adequados para a situação específica da pessoa; 
  • Para além disso, o que funciona num momento com a pessoa com demência poderá já não funcionar daqui a três meses, pelo que é importante manter contacto para um aconselhamento contínuo à medida que a situação se vai alterando. 


Encorajar a pessoa com demência a movimentar-se 

  • Favorecer que a pessoa ande (através de passeios regulares, por exemplo) e faça exercícios de força ou equilíbrio (podem ser exercícios simples realizados numa cadeira), algumas vezes por semana, para fortalecer os seus músculos e articulações; 
  • Isso ajudará a prevenir a rigidez das articulações e o enfraquecimento dos músculos e ossos, favorecendo a boa forma física da pessoa com demência e a sua independência de movimentos durante mais tempo. 


Estratégicas Específicas 


Ajudar a pessoa a sentar-se 

  • A transição de uma posição elevada e direita para uma posição sentada é uma das mais desafiantes, porque a pessoa tem que passar o peso das solas dos pés para as suas nádegas, sem conseguir ver o sítio para onde está a ir; 
  • Agarrar a mão da pessoa utilizando a técnica da Palma com Palma, de Teepa Snow, colocar-se ao lado da pessoa e abrir as pernas para criar uma base de apoio mais larga, o que favorece o equilíbrio;
  • Dobrar os joelhos e não as costas; 
  • Inclinar-se para a frente com a pessoa, acompanhando-a à medida que ela faz o movimento; 
  • Com uma mão tocar na parte de trás do joelho, dando uma pista física para a pessoa o dobrar, e colocar a outra mão na zona lombar da pessoa, dando apoio às suas costas, para controlar o movimento e evitar possíveis desequilíbrios. 

No final desta página encontrará um vídeo com uma breve e demonstração de como utilizar a técnica da Palma com Palma para ajudar uma pessoa com demência a sentar-se e levantar-se de uma cadeira.


Ajudar a pessoa a levantar-se de uma cadeira ou superfície baixa 

  • Deixar a pessoa fazer o máximo que consegue por si mesmo. Por vezes, basta dar instruções à pessoa e ela conseguirá levantar-se sozinha. Demonstrar o que se pretende também poderá funcionar, ou seja, sentarmo-nos numa cadeira e levantarmo-nos, para demonstrar o que a pessoa deve fazer; 
  • Outras vezes, a pessoa só precisa de um estímulo ou pista, tais como colocarmos a mão no seu ombro e indicar o movimento, puxar a mão dela gentilmente ou apontar na direção certa, dizendo algo como “Agora é preciso levantares-te”; 
  • Sugerir à pessoa que se chegue para a borda da cadeira e certificar-se que os seus pés estão bem assentes no chão e, se possível, afastados à distância dos ombros; 
  • Pedir à pessoa para se inclinar para a frente, isso ajudará o corpo a ganhar algum impulso; 
  • Pedir à pessoa fazer força nos apoios de braços da cadeira, se existirem; 
  • Se a pessoa precisar de mais ajuda, sugere-se colocar-se ao lado da cadeira e segurar na mão da pessoa utilizando a técnica Palma com Palma. Utilizar a outra mão para segurar a pessoa com firmeza debaixo do braço do lado oposto, para garantir o equilíbrio dela em todos os momentos;
  • Antes de a ajudar, contar até três em voz alta, para que o impulso que a pessoa ainda consiga dar e a força do cuidador aconteçam ao mesmo tempo, o que facilitará bastante a tarefa; 
  • Fletir os joelhos e os quadris, ficando próximos da pessoa com demência e dando-lhe instruções sobre o que queremos que faça, passo a passo; 
  • Se a pessoa não quiser ou já não for capaz de colaborar, ficar de pé à sua frente e colocar os braços da pessoa à volta dos nos nossos ombros (e nunca do pescoço), ao mesmo tempo que colocamos as nossas mãos na parte mais estreita das costas da pessoa. Os nossos joelhos devem estar contra os joelhos da pessoa e os nossos pés a segurar os dela, não os deixando avançar; 
  • Se em qualquer momento sentirmos que não conseguimos parar ou que o esforço está a ser excessivo, o melhor é parar e procurar a ajuda de outra pessoa.


Ajudar a pessoa levantar-se do chão 

  • Se a pessoa com demência cair, primeiro é preciso perceber se ela se magoou. Se suspeitarmos que se terá magoado com alguma gravidade, o melhor a fazer é pô-la confortável, não a tentar levantar e pedir ajuda (ligar ao 112); 
  • Se a pessoa não parecer magoada, então podemos ajudá-la a levantar-se, começando por colocar uma cadeira robusta e segura ao seu lado; 
  • Depois, pedir ou ajudar a pessoa a ajoelhar-se e pedir que coloque uma mão na cadeira, inclinando-se sobre ela; 
  • Agarrar na mão da pessoa e segurá-la por baixo do braço, junto ao seu tronco, com a nossa mão livre, enquanto a ajudamos a levantar-se; 
  • Se a pessoa não for capaz de colaborar ou for muito pesada (e se o chão estiver quente e confortável), o melhor será dar-lhe uma almofada e um cobertor para ficar confortável, deixá-la no mesmo local e ir pedir ajuda. 


Ajudar a pessoa a entrar e sair da cama 

  • Se existir fraqueza muscular ou outras dificuldades nas ancas e pernas da pessoa com demência, isso significa que terá que ser o cuidador a mover as pernas da pessoa quando esta entra na cama (posição sentada para posição deitada) ou sai da cama (posição deitada para posição sentada); 
  • A ideia é ser o cuidador a rodar as pernas da pessoa, enquanto a pessoa se concentra em mover a parte de cima do seu corpo; 
  • Ajudar a sair da cama: ficarmos de pé, junto à cama, e ajudarmos a pessoa a mover-se o mais próximo da beira da cama possível. Rodar as pernas da pessoa para fora da cama, tentando que os seus pés assentem firmemente no chão. Pedir à pessoa para fazer força com o seu cotovelo, se possível. Ajudá-la a levantar o tronco, até ficar na posição sentada; 
  • Ajudar a entrar na cama: ajudar a pessoa a sentar-se na cama, num local próximo da almofada, para quando ela ficar na posição deitada, a sua cabeça fique logo na almofada; 
  • Depois, pedir à pessoa para baixar o seu tronco, deitando-se, enquanto nós pegamos nas pernas e as rodamos para dentro da cama. 


Demonstração da Técnica da Palma com Palma - Sentar e Levantar [Vídeo]

Conteúdo atualizado a 5 de Dezembro de 2022