Tópico

Intervenção em Crise


Sempre que uma pessoa com demência apresentar uma alteração de comportamento que provoque mal-estar a si própria ou a quem a rodeia, ou que coloque em perigo/risco a sua integridade física ou a de outros, será necessário intervir para eliminar ou minimizar esse comportamento. 

Para o fazer, aconselhamos seguir os seguintes passos: 

1)  Abordar a pessoa de forma calma e reconfortante, tentando compreendê-la, tranquilizá-la e transmitir-lhe conforto e segurança.

2)  Identificar as possíveis causas do comportamento e agir sobre elas, eliminando-as ou reduzindo-as.

3)  Distrair a pessoa, caso ela permaneça agitada, redirecionando a sua atenção para outro estímulo ou atividade; 

4)  Garantir a segurança e pedir ajuda, incluindo contactar as autoridades ou solicitar ajuda médica, se a pessoa com demência não se acalmar e apresentar um comportamento perigoso para si própria ou para outros. 


1)  Abordar a pessoa de forma calma e reconfortante 


O que fazer

  • Abordar a pessoa com uma linguagem corporal não ameaçadora, respeitando o seu espaço pessoal, para que não se sinta ameaçada. Evitar aproximarmo-nos demais, agarrar a pessoa ou utilizar uma linguagem corporal de conflito (como cruzar os braços, ficar diretamente à frente da pessoa ou muito próximo dela, aproximar por trás, fazer gestos rápidos, agressivos ou agarrar a pessoa); 
  • Falar com a pessoa devagar e de forma calma e clara, reagindo ao que ela diz e faz com paciência e gentileza; 
  • Encorajar a pessoa a falar sobre o que a está a preocupar ou aquilo que está a sentir, se ela ainda tiver essa capacidade, dando-lhe tempo para responder e ouvindo com atenção aquilo que ela nos diz. Isso poderá fazer a pessoa acalmar-se um pouco, ao mesmo tempo que nos ajuda a perceber o que desencadeou o comportamento; 
  • Identificar a emoção que está associada ao comportamento, para perceber a necessidade ou preocupação que a pessoa está a tentar expressar, especialmente se ela já tiver a fala afetada. A pessoa tem uma expressão de dor no rosto? Parece irritada e zangada? Ou parece mais assustada com alguma coisa? Está muito nervosa e preocupada? Está a chorar e parece muito triste e desesperada? Compreender a emoção subjacente não só vai ajudar a saber a melhor forma de agir no momento, como também a identificar a causa do comportamento; 
  • Empatizar com os sentimentos e emoções da pessoa, mesmo que não seja possível compreender o motivo. Ouvir e validar as preocupações da pessoa, mostrando que percebemos aquilo que ela está a sentir, poderá acalmá-la. Por exemplo, podemos dizer: “Pareces triste. Há algo que te está a incomodar? Queres falar sobre isso?” ou “É natural que fiques zangado por não conseguires fazer isto.”
  • Tranquilizar e reconfortar a pessoa. Tentar transmitir-lhe uma sensação de conforto e segurança, mostrando-lhe que está segura e que a ajudaremos naquilo que for necessário. Devemos reconfortar a pessoa como reconfortaríamos qualquer adulto, ou seja, utilizando um tom de voz respeitador e sem a infantilizar. Se a pessoa apreciar e reagir bem ao contacto físico, experimentar proporcionar-lhe algum contacto reconfortante, como dar um abraço, dar a mão, massajar gentilmente as mãos ou as costas ou simplesmente tocar-lhe de forma afetuosa. Algumas pessoas também se poderão sentir mais calmas e reconfortadas se estiverem a agarrar algum objeto (objeto de conforto), como uma mala, uma almofada ou um peluche, pois isso transmite-lhes uma sensação de segurança. 


O que evitar

É importante compreender que as respostas de medo e raiva diminuem passado pouco tempo se não existirem mais estímulos ou pensamentos que continuem a alimentá-las. As pessoas com demência muitas vezes esquecem-se de uma situação emocionalmente intensa se esta não for prolongada, repetida ou aumentada. 

Para que a pessoa não fique ainda mais agitada ou agressiva, devemos evitar

  • Encarar o comportamento como algo que a pessoa esteja a fazer de propósito, ou como um ataque pessoal; 
  • Expressar raiva ou irritação (verbal ou não-verbal) ou qualquer reação exagerada que possa envergonhar ou humilhar a pessoa; 
  • Linguagem corporal ameaçadora ou de conflito, como ficar diretamente à frente da pessoa ou muito próxima dela, aproximar por trás, fazer gestos rápidos ou agressivos (como apontar o dedo) ou agarrá-la; 
  • Usar um tom de voz ríspido, sarcástico ou aborrecido ao falar com a pessoa; 
  • Gritar, levantar a voz ou repetir aquilo que dizemos como forma de insistência nalguma explicação; 
  • Discutir com a pessoa, argumentar ou tentar usar a lógica; 
  • Tentar convencer a pessoa de que aquilo que está a viver não é verdade; 
  • Dizer para a pessoa parar com o comportamento, por exemplo, dizendo para se acalmar, para não ficar assustada, ou para deixar de estar triste. 


2)  Identificar e eliminar ou reduzir as causas do comportamento 

Muitas vezes a causa dos comportamentos é imediatamente atribuída à demência, mas talvez na grande maioria das vezes os comportamentos sejam motivados por necessidades físicas, sociais ou psicológicas não satisfeitas, ou por reações emocionais às dificuldades e mudanças que a doença provoca. 

Se conseguirmos perceber o significado e propósito do comportamento da pessoa, e aquilo que o poderá estar a causar, poderemos satisfazer a necessidade da pessoa e eliminar ou minimizar a sua preocupação. 

Se a pessoa já não tiver capacidade de expressar a sua necessidade ou aquilo que a está a preocupar no momento, torna-se mais difícil determinar o motivo do comportamento. Nesses casos, para determinar a causa, teremos que analisar a situação em que a pessoa se encontra e colocar várias hipóteses baseadas: 

  • na emoção associada ao comportamento;
  • naquilo que se passa no ambiente em que a pessoa está inserida; 
  • naquilo que conhecemos da pessoa (personalidade, rotinas, preferências e história de vida); 
  • e nas características do tipo de demência. 

Podemos começar a fazer essa análise colocando as seguintes perguntas: 

  • A mudança de comportamento foi muito rápida ou súbita? 
  • A pessoa já se comportou desta forma no passado? Se sim, as circunstâncias eram as mesmas? E o que foi feito para tentar acalmar a pessoa? Resultou? 
  • Onde e quando é que o comportamento aconteceu? Foi na sala ou no quarto? O que estava a pessoa a fazer? Existiam outras pessoas presentes? Que altura do dia era? 
  • Que emoção parece estar associada ao comportamento? Frustração? Medo? Raiva? Vergonha? 
  • Que necessidade física ou psicológica da pessoa poderá não estar a ser satisfeita, nesse momento? 

Cada pessoa terá diferentes estímulos ou “gatilhos” que fazem desencadear os seus comportamentos. Para ajudar a identificar esses padrões, uma estratégia útil é anotar as circunstâncias em que acontecem esses comportamentos num caderno ou no telemóvel. 

Poderá também anotar esses comportamentos na secção de "Ocorrências" da Home360Appoiar. Para ter acesso a essa secção será necessário criar conta primeiro (ver "Criar Conta").

Para determinar a causa mais provável de um comportamento, será necessário ir excluindo as várias causas, começando nas (2.1.) Físicas e Médicas, passando depois para as (2.2.) Sociais e Ambientais, e finalmente para as (2.3.) Emocionais e Cognitivas. 

Apresentamos, de seguida, os problemas mais frequentes em cada uma destas dimensões, bem como as perguntas que podem ser colocadas para ajudar a entender quais terão sido os fatores desencadeadores (gatilhos) que levam aquela pessoa a comportar-se dessa forma, naquela situação e naquele momento. 


ÍNDICE DE CAUSAS:



2.1)  Causas Físicas e Médicas 


Necessidades Físicas Não Satisfeitas

Necessidades físicas não satisfeitas que a pessoa já não tem capacidade para comunicar diretamente, ou que quer tentar satisfazer mas não sabe como, poderão influenciar o seu comportamento. 

Causas frequentes de necessidades físicas não satisfeitas: 

  • Necessidade de ir à casa-de-banho para urinar ou defecar; 
  • Sede; 
  • Fome; 
  • Frio; 
  • Calor; 
  • Roupa apertada, vestida de forma desconfortável ou de um material que faz impressão à pessoa; 
  • Falta de atividade física. 


Perguntas a colocar: 

  • Há quanto tempo não vai a pessoa à casa-de-banho? 
  • A pessoa comeu pouco à refeição ou já é perto da hora habitual a que costuma comer? 
  • A pessoa tem bebido água com frequência ou raramente bebe? Está mais calor que o habitual? 
  • A pessoa tem muita roupa vestida e poderá estar com calor? 
  • A pessoa tem pouca roupa vestida para o ambiente onde está e, por isso, poderá estar com frio? 
  • A roupa que a pessoa tem vestida poderá ser desconfortável e estar a incomodá-la? Estará muito apertada? Poderá fazer comichão? Poderá estar a magoar ou a fazer impressão? 
  • Os sapatos da pessoa estão apertados? 
  • Se o cabelo da pessoa estiver apanhado, será que está apanhado com demasiada força? 
  • A pessoa tem feito atividade física suficiente, que lhe permita despender energia? 


Dor ou Desconforto Físico 

A pessoa com demência pode ter alguma condição que lhe provoque dor ou desconforto físico e ser incapaz de se expressar devido às dificuldades cognitivas, ou que provoque um quadro confusional (a pessoa com demência ficar subitamente mais desorientada, confusa ou agitada). 

Causas frequentes de dor e desconforto físico: 

  • Infeções urinárias; 
  • Infeções respiratórias; 
  • Prisão de ventre; 
  • Desidratação; 
  • Artrite. A dor provocada pela artrite é comum em idosos, mas é muitas vezes esquecida nas pessoas com demência. Uma pessoa que sofre de artrite poderá esfregar a zona que lhe dói ou protegê-la e evitar que alguém lhe toque; 
  • Problemas dentários, como aftas, próteses dentárias soltas ou mal colocadas, cáries, infeções e dores de dentes; 
  • Problemas cardíacos; 
  • Dores de ouvidos; 
  • A pessoa estar sentada ou deitada numa posição desconfortável; 
  • A pessoa estar muito tempo na mesma posição (sentada ou deitada); 
  • Feridas no corpo, como escaras (ou úlceras de pressão), que são feridas que podem surgir em áreas da pele que ficam muito tempo sob pressão; 
  • Numa tentativa de ajudar a pessoa numa mobilização, esta pode ter sido manuseada de uma forma brusca ou incorreta que lhe possa ter causado uma lesão, ou simplesmente terem-lhe tocado nalgum local do corpo no qual ela tenha mais dores ou maior sensibilidade; 
  • A pessoa pode ter-se urinado e não ser capaz de o comunicar; 
  • A pessoa pode estar descompensada devido a alguma outra doença de que sofre, como por exemplo diabetes ou uma doença mental; 
  • A pessoa pode ter batido com uma parte do corpo nalgum lado, por exemplo, bater com o pé na esquina de um móvel; 
  • Unhas das mãos e dos pés muito longas. 


Perguntas a colocar: 

  • A pessoa tem uma expressão facial de dor, como por exemplo cerrar os dentes, ou outros sinais de dor, como coxear ou respiração alterada? 
  • A pessoa puxa, esfrega ou mexe numa parte específica do corpo? 
  • A pessoa queixa-se quando lhe tocam ou mexem em determinada parte do corpo (braços, penas, costas, cara)? 
  • A pessoa tem inchaços nalguma parte do corpo? 
  • A pessoa deu alguma queda ou pancada recentemente? 
  • A pessoa está com uma temperatura elevada? 
  • A pessoa está sentada ou deitada na mesma posição há muito tempo? 
  • As unhas das mãos e dos pés da pessoa são cortadas com regularidade ou estão demasiado longas? 
  • A pessoa sofre de alguma condição de saúde, para além da demência, que lhe provoque dor ou outras alterações (como artrite, diabetes ou problemas cardíacos)? 
  • A pessoa tem urinado com mais frequência que o habitual? A sua urina tem um odor mais intenso? Será que está com uma infeção urinária? 
  • A pessoa tem urinado menos e a sua urina está mais concentrada? Será que a pessoa está desidratada?
  • A pessoa tem defecado com menor regularidade? A sua barriga está inchada e mais dura? Estará com prisão de ventre?
  • A pessoa já teve episódios de incontinência ou “acidentes” em que se urinou? Poderá ter urinado as suas cuecas ou a fralda estar molhada e por isso estar desconfortável?
  • A pessoa tem tosse, febre, dores de peito, dores de cabeça e está mais sonolenta? Será que está com uma infeção respiratória?
  • A pessoa tem alguma ferida no corpo?
  • Há quanto tempo é que a pessoa não corta as unhas?
  • A pessoa ficou subitamente mais desorientada ou confusa?


Alterações de Visão ou Audição (e dos outros sentidos) 

As alterações ou perdas de visão e audição podem fazer com que a pessoa interprete o ambiente de forma errada, tenha dificuldades em identificar as outras pessoas, ou tenha dificuldades em perceber atividades, tarefas ou conversas. 

Causas frequentes de alterações da visão e da audição: 

  • Diminuição da visão associada à idade; 
  • Diminuição da audição;
  • Cataratas; 
  • Glaucoma; 
  • Degeneração macular; 
  • Problemas de retina. 


Perguntas a colocar: 

  • A pessoa precisa de óculos para ver bem? A pessoa tem utilizado os óculos? A graduação é adequada às dificuldades atuais da pessoa ou poderá precisar de ser ajustada? Os óculos estão limpos ou sujos? 
  • A pessoa precisa de um aparelho de audição para ouvir bem? A pessoa tem utilizado o aparelho? O aparelho está a funcionar devidamente? O aparelho está adaptado às dificuldades atuais da pessoa? 
  • Será que a pessoa está com novos problemas de visão? 
  • Será que a pessoa está com novos problemas de audição? 
  • Será que a pessoa está com novas alterações dos outros sentidos, como o olfato ou o paladar? 


Medicação 

Os efeitos secundários de alguns medicamentos ou a interação entre medicamentos podem tornar a pessoa mais confusa e sonolenta, fazendo com que seja mais difícil para ela satisfazer ou comunicar as suas necessidades. Pode também acontecer que a pessoa se esqueça de tomar a medicação ou a tome de forma errada. 

Causas frequentes relacionadas com medicação: 

  • A medicação não estar a ser tomada nos horários prescritos pelo médico; 
  • A medicação não estar a ser tomada na dosagem prescrita, sendo tomada a mais ou a menos; 
  • Efeitos secundários de um novo medicamento; 
  • Efeitos da interação de um novo medicamento com outros medicamentos que a pessoa já esteja a tomar; 
  • Alteração da dosagem de um ou mais medicamentos, que podem por exemplo deixar a pessoa mais agitada ou, pelo contrário, mais parada e sonolenta; 
  • Alteração do horário de toma de um ou mais medicamentos, que podem por exemplo fazer com que a pessoa tenha mais ou menos energia em determinadas alturas do dia; 
  • Um medicamento que foi retirado e que poderia estar a controlar melhor determinado comportamento. 


Perguntas a colocar: 

  • A pessoa está a tomar a medicação nas dosagens e horários prescritos? 
  • Existiu alguma mudança recente de medicação? 
  • A pessoa está a tomar um novo medicamento? Mesmo que não seja relacionado com a demência? 
  • Houve alguma alteração da dosagem de algum medicamento? 
  • Houve alguma mudança no horário da toma de algum medicamento? 
  • Houve algum medicamento que foi retirado? 


Fadiga e Alterações do Sono 

A pessoa pode não estar a dormir o suficiente, ou pode estar extremamente cansada e sem energia, o que pode fazer com que tenha menos capacidade de controlo emocional. 

Causas frequentes relacionadas com o sono e fadiga: 

  • Dia com demasiadas atividades ou acontecimentos emocionalmente intensos (o cansaço extremo pode dificultar o sono); 
  • A pessoa dormir menos horas do que precisa; 
  • Pobre qualidade de sono, por exemplo, por acordar várias vezes durante a noite, o que não permite atingir as fases do sono que contribuem para um descanso mais reparador; 
  • Consumo de bebidas ou alimentos com cafeína; 
  • Consumo de álcool. 


Perguntas a colocar: 

  • A pessoa teve um dia muito intenso ou cansativo? Existiu mais atividade que o habitual? 
  • A pessoa tem dormido o tempo suficiente que necessita para repousar? (este tempo varia de pessoa para pessoa) 
  • O sono da pessoa tem sido de qualidade, ou ela acorda muitas vezes durante a noite? 
  • A pessoa tem consumido bebidas ou alimentos com cafeína, em especial poucas horas antes de dormir? 
  • A pessoa tem consumido bebidas ou alimentos com álcool, em especial poucas horas antes de dormir? 


2.2)  Causas Ambientais e Sociais 


Ambientais 

Os estímulos do ambiente onde a pessoa está inserida podem influenciar o seu comportamento, seja por existir uma mudança no ambiente físico ou na rotina da pessoa, por existirem estímulos perturbadores ou desconfortáveis, por existir um excesso de estímulos (sobrecarga) ou uma falta de estímulos (falta de ocupação ou de pistas ambientais). 

Causas ambientais frequentes: 

  • Demasiado ruído; 
  • Ruídos específicos que sejam desagradáveis para a pessoa; 
  • Barulhos súbitos e intensos, como campainhas, o telefone ou uma porta a bater; 
  • Ambiente muito escuro; 
  • Demasiada luz; 
  • Sombras; 
  • Reflexos; 
  • Calor; 
  • Frio; 
  • Demasiadas pessoas; 
  • Ambiente muito desarrumado; 
  • Sobrecarga de estímulos (demasiados estímulos em simultâneo); 
  • Objetos ou artigos de decoração perturbadores para a pessoa, como espelhos, máscaras tribais, estatuetas, cabeças de animais ou tecidos com padrões; 
  • Falta de estimulação e de ocupação significativa, ou de oportunidades para a pessoa se sentir produtiva e útil; 
  • Mudanças no ambiente físico em que a pessoa está, seja por estar numa casa que não é habitual, ou por o espaço físico ter sido modificado (objetos ou mobília em locais fora do habitual); 
  • Mudanças na rotina habitual da pessoa; 
  • Mudanças nos cuidadores, sejam familiares ou profissionais. Pode também acontecer que haja demasiados cuidadores diferentes a apoiar a pessoa, todos com abordagens e hábitos diferentes, o que poderá ser confuso para a pessoa; 
  • Pessoas estranhas ou visitas pouco frequentes. 


Perguntas a colocar: 

  • Onde estava a pessoa antes do comportamento ter começado? 
  • O ambiente está com muito barulho? Existiu algum ruído intenso imediatamente antes do comportamento? Existe algum ruído que seja desagradável para a pessoa em questão, tendo em conta a sua história de vida? 
  • O ambiente está muito escuro e a pessoa não consegue perceber o que se passa? 
  • O ambiente está com demasiada luz e isso deixa a pessoa desconfortável? 
  • Existem sombras ou reflexos que possam estar a perturbar a pessoa, por ela os interpretar de forma errada? 
  • O ambiente está muito desarrumado, aumentando a confusão da pessoa? 
  • O ambiente tem pouco suporte ao nível da orientação, dificultando que a pessoa encontre as divisões que precisa? 
  • Está muito calor ou muito frio? 
  • Existem muitas pessoas no local em que a pessoa se encontra? 
  • Existem objetos ou artigos de decoração que possam estar a perturbar a pessoa? 
  • Alguma imagem na televisão ou algo que viu pela janela poderá ter perturbado a pessoa? 
  • Estão a acontecer demasiadas coisas em simultâneo no local em que a pessoa está (por exemplo, ruído da televisão, conversas, pessoas a deslocarem-se)? 
  • A pessoa estava sem fazer uma tarefa ou atividade há muito tempo? 
  • Houve alguma mudança no ambiente da pessoa, por exemplo, mudar mobília, roupa ou objetos de sítio? 
  • A pessoa está numa casa que não é a casa em que normalmente está? 
  • Houve alguma mudança de rotina na vida diária da pessoa? Uma alteração no horário ou na ordem em que faz as tarefas ou nas pessoas que lhe prestam apoio? 
  • Estão pessoas estranhas ou visitas pouco frequentes na casa da pessoa? 


Sociais 

A forma como as pessoas comunicam e interagem com a pessoa com demência, aquilo que dizem ou como se comportam quando estão perto dela, ou o isolamento e a ausência de contacto social podem influenciar o seu comportamento. 

Causas sociais frequentes: 

  • Isolamento e falta de contacto com outras pessoas; 
  • Falta de ligações especiais com outras pessoas; 
  • A pessoa ser ignorada ou não incluída nas conversas ou atividades; 
  • Falar com a pessoa sobre temas ou assuntos que a perturbam ou lhe provocam desconforto; 
  • Falar, próximo da pessoa, de temas ou assuntos que a possam perturbar; 
  • Falar negativamente sobre a pessoa – por exemplo, sobre um erro que fez, ou sobre ter-se urinado – próximo dela; 
  • Falar com a pessoa de forma autoritária, ríspida ou agressiva, dando-lhe ordens ou criticando-a; 
  • Falar com a pessoa de forma infantil, como se se estivesse a falar com uma criança; 
  • Falar com a pessoa ou comportar-se perto dela de forma nervosa ou irritada, porque as pessoas com demência muitas vezes espelham as emoções do cuidador; 
  • Fazer perguntas à pessoa de informação que ela não se recorda; 
  • Fazer várias perguntas seguidas à pessoa; 
  • Dar muita informação à pessoa, ou informação muito complexa que ela já não tem capacidade de compreender ou memorizar. Isto inclui dar várias instruções de seguida em tarefas diárias (como mudar de roupa e fazer a higiene); 
  • Impedir a pessoa de fazer algo que pretende; 
  • Forçar a pessoa a fazer uma tarefa ou atividade que ela não quer fazer, ignorando a sua vontade; 
  • Apressar a pessoa durante a realização de uma tarefa ou atividade; 
  • Ajudar a pessoa, especialmente em tarefas íntimas ou que envolvem contacto físico (despir, tomar banho, ir à casa-de-banho), sem lhe pedir permissão para lhe tocar e sem lhe explicar o que está a acontecer e o que irá acontecer de seguida. Isso poderá fazer com que a pessoa interprete mal as intenções de quem a está a tentar ajudar; 
  • Determinadas pessoas podem gerar reações negativas na pessoa, sem se perceber exatamente o motivo. Todos nós simpatizamos mais com algumas pessoas e ficamos um pouco mais irritados com outras, muitas vezes sem percebermos a razão. Com as pessoas com demência passa-se o mesmo; 
  • Fazer uma tarefa pela pessoa, sem lhe dar oportunidade de a tentar fazer; 
  • Não incluir a pessoa nas decisões sobre si própria, por se assumir que ela já não tem capacidade para decidir, ou ignorar a sua opinião. 


Perguntas a colocar: 

  • Alguém falou com a pessoa antes do comportamento começar? Quem foi ou foram essas pessoas? De que temas falaram com ela? 
  • Alguém falou de forma negativa sobre a pessoa à frente dela? 
  • Alguém falou, próximo da pessoa, sobre um assunto potencialmente perturbador? 
  • Alguém falou com a pessoa de forma autoritária, agressiva, infantil ou nervosa? 
  • Fizeram muitas perguntas de seguida à pessoa? Fizeram perguntas que ela já não tem capacidade para responder? 
  • Foi dada demasiada informação à pessoa, ou informação demasiado complexa para as suas capacidades atuais? 
  • Alguém se comportou de forma nervosa, acelerada ou irritada à frente ou próximo da pessoa? 
  • A pessoa estava há muito tempo sozinha sem falar ou estar com outra pessoa? 
  • A pessoa foi ignorada ou não foi incluída numa conversa ou atividade que estava a acontecer à sua frente? 
  • A pessoa foi impedida de fazer algo que queria fazer? 
  • A pessoa foi forçada a fazer algo que não queria? 
  • Alguém tentou apressar a pessoa numa tarefa ou atividade? 
  • Alguém tentou ajudar a pessoa sem lhe pedir permissão e explicar o que estava ou ia fazer? Será que a pessoa sente a sua intimidade e privacidade ameaçadas? 
  • Alguém fez uma tarefa pela pessoa, sem lhe dar oportunidade de a tentar fazer? 
  • Alguém tomou uma decisão pela pessoa, sem antes lhe pedir a opinião? 


2.3)  Causas Emocionais e Cognitivas 


Emocionais 

Reações emocionais às dificuldades cognitivas e funcionais, às mudanças, ameaças e incertezas que a demência provoca poderão influenciar o comportamento da pessoa. Algumas reações frequentes são negação, tristeza, depressão, frustração, raiva, medo, vergonha, autodesvalorização, insegurança e preocupação com o seu futuro e o dos seus familiares. 

Causas emocionais frequentes: 

  • Atividades ou tarefas demasiado exigentes para as capacidades da pessoa, e que por isso lhe geram frustração; 
  • Consciência da pessoa das suas dificuldades e perdas; 
  • Preocupação com o futuro, com o que acontecerá a si própria e aos seus familiares; 
  • Culpa por se sentir ou antecipar que será um “fardo” para os seus familiares; 
  • Medo e vergonha de dizer ou fazer alguma coisa errada (antecipação de incapacidade); 
  • Medo de se esquecer de uma tarefa ou atividades importantes, ou de perder um objeto importante ou valioso; 
  • Frustração, raiva e tristeza por não conseguir fazer alguma tarefa que sempre fez ou que é importante para si; 
  • Sentir que já não é útil; 
  • Memórias antigas, mesmo da infância, desencadeadas por estímulos, e que a levam a acreditar que está no passado; 
  • Memórias de acontecimentos traumáticos (guerra, abuso, violência, acidentes ou perdas trágicas), desencadeadas por estímulos, que podem levar a pessoa a vivenciá-las como se estivessem a acontecer no momento; 
  • Preocupações e receios desencadeados por estímulos, como conversas, imagens ou pessoas; 
  • Inversão dos papéis de cuidador. Por exemplo, uma mulher que sempre cuidou do seu marido e filhos pode ter dificuldades em aceitar que agora são eles que cuidam dela; 
  • Insegurança e falta de confiança nas suas capacidades atuais, tendo receio de não ser capaz de resolver problemas e satisfazer as necessidades sozinha; 
  • Sentimento de perda de controlo da própria vida; 
  • Necessidade de conforto e segurança, num mundo cada vez mais confuso e estranho; 
  • Ameaça ao sentido de continuidade que carateriza o nosso sentimento de identidade, devido às crescentes alterações de memória (medo de deixar de ser quem é); 
  • Luto pela pessoa que era e pela perda de oportunidades futuras; 
  • Depressão, que pode fazer com que a pessoa fique mais sensível. 


Perguntas a colocar: 

  • A pessoa estava a fazer uma atividade ou tarefa na qual já tem dificuldades? 
  • Será que a pessoa está frustrada, irritada ou triste por não conseguir fazer uma atividade ou tarefa que sempre fez? 
  • Será que a pessoa está com medo ou vergonha de falhar numa atividade ou tarefa, por antecipar que não será capaz de a fazer? 
  • Será que a pessoa está preocupada e ansiosa por ter receio de se esquecer de fazer uma tarefa ou atividade importante? 
  • Será que alguma conversa ou imagem fez desencadear uma memória antiga da pessoa, levando-a a acreditar que está no passado? 
  • Será que alguma conversa ou imagem fez desencadear uma memória de algum acontecimento traumático da vida da pessoa? 
  • Será que alguma conversa ou imagem fez desencadear na pessoa um receio ou preocupação (por exemplo, de se esquecer de uma consulta médica que acontecerá em breve)? 
  • Será que a pessoa está triste por, nesse momento, estar com maior consciência das suas dificuldades? 
  • Será que a pessoa está triste, preocupada ou desesperada por estar a imaginar como será o seu futuro? 
  • Será que a pessoa está triste por se sentir um “fardo” para os seus familiares? 
  • Será que a pessoa está com medo de perder um objeto que é importante para si? 
  • Será que a pessoa está com medo de ser abandonada e/ou colocada num lar? 
  • Será que a pessoa se está a sentir inútil e sem valor? 
  • Estará a pessoa com dificuldades em aceitar que alguém de que sempre cuidou, como um filho ou um cônjuge, esteja agora a cuidar dela? 
  • Será que a pessoa se está a sentir insegura, perdida ou assustada e por isso procura uma sensação de conforto, segurança e familiaridade? 
  • Será que a pessoa está revoltada, nervosa ou desesperada porque sentiu que perdeu o controlo da sua vida? 
  • Será que a pessoa está zangada porque ainda não consegue lidar com o fato de sofrer de uma doença grave e, por isso, prefere negar que tem dificuldades, e alguém está a confrontá-la com a realidade? 
  • A pessoa apresenta sinais de depressão (tais como tristeza acentuada, choro, pensamentos negativos recorrentes, falta de esperança, agitação, ansiedade e raiva, queixas físicas frequentes, dormir muito ou dormir muito pouco)? 


Cognitivas 

As alterações que a demência provoca no funcionamento do nosso cérebro podem contribuir para o comportamento da pessoa com demência, através das cada vez maiores dificuldades em reconhecer e entender o ambiente que a rodeia, em se recordar do que já fez e do que lhe foi dito, em controlar alguns aspetos do seu comportamento, ou na forma como a pessoa vê ou compreende a realidade (delírios e alucinações). 

Causas cognitivas frequentes: 

  • Dificuldades de memória e aprendizagem, levando a esquecer-se do que tem que fazer, do que já fez ou do que já lhe foi dito, o que pode fazer com que repita frases, perguntas, tarefas e atividades; 
  • Dificuldades de orientação, levando a dificuldades em perceber o local onde se encontra e a orientar-se dentro dele; 
  • Alterações da perceção dos sentidos, levando a ilusões, erros de interpretação ou a dificuldade de reconhecimento de objetos, pessoas ou mesmo de si própria, o que pode fazer com a pessoa que se sinta ameaçada ou confusa; 
  • Dificuldades de raciocínio, discernimento e resolução problemas, levando a uma menor consciência do perigo e a uma maior dificuldade de resolver problemas; 
  • Dificuldades de linguagem, levando a que não compreenda a informação que lhe é transmitida; 
  • Tipos de demência que provocam alterações mais marcadas nas zonas do cérebro que regulam a nossa capacidade de controlar os impulsos, a nossa motivação e o nosso sentido crítico (como nos devemos comportar), como a Demência Fronto-Temporal; 
  • Delírios, ou seja, ideias que não correspondem à realidade mas que a pessoa acredita serem verdade (como estar a ser roubada, traída ou perseguida); 
  • Alucinações, ou seja, experiências sensoriais falsas que ocorrem sem um estímulo real e que podem envolver a visão, a audição, o olfato, o paladar ou o tato. 


Perguntas a colocar: 

  • Será que a pessoa está com dificuldades em reconhecer um objeto ou está a interpretá-lo de forma errada? 
  • Será que a pessoa está com dificuldades em reconhecer uma pessoa, incluindo uma pessoa próxima? 
  • Será que a pessoa está com dificuldades em reconhecer o local onde se encontra? 
  • Será que a pessoa está com dificuldades em se orientar no local onde se encontra? 
  • Será que a pessoa se esqueceu da tarefa ou atividade que tinha que fazer? 
  • Será que a pessoa se esqueceu que já fez uma pergunta, tarefa ou atividade e por isso está a fazê-la novamente? 
  • Será que a pessoa se esqueceu que guardou um objeto, ou se esqueceu do local onde o guardou? 
  • Será que a pessoa já não se recorda se está sozinha ou acompanhada? 
  • Será que a pessoa já não se recorda como utilizar ou para que serve determinado objeto ou eletrodoméstico? 
  • Será que a pessoa já não tem tanta capacidade para avaliar o risco e potenciais perigos de algumas das suas ações? 
  • Será que a pessoa já tem dificuldades em perceber aquilo que lhe é dito? 
  • Será que a pessoa tem um tipo de demência que, por afetar mais determinadas zonas do cérebro, faz com que a pessoa não seja capaz de controlar os seus impulsos, e se comporte de forma desadequada ou fique apática? 
  • Será que a pessoa está com delírios (ideias que não correspondem à realidade)? Apesar das ideias serem falsas, será que nascem de algum problema real (por exemplo, a pessoa não encontrar algo que guardou e não se recorda, e como tal acreditar que está a ser roubada)? 
  • Será que a pessoa está a experienciar uma alucinação? Ela parece ver ou ouvir coisas que mais ninguém vê ou ouve? Ou diz sentir algo no corpo que parece não estar lá? 


3)  Distrair ou redirecionar a atenção da pessoa 

No caso de não conseguirmos determinar a causa provável do comportamento, ou da pessoa permanecer muito agitada mesmo depois de termos eliminado ou reduzido as causas, podemos tentar distrair a pessoa dos estímulos que desencadearam a agitação e das emoções associadas. 

A lógica é redirecionar a atenção da pessoa, mudar o foco de atenção para outro estímulo, tarefa ou atividade. Ao lhe darmos um objetivo ou um novo foco, isso pode ajudar a pessoa a esquecer-se do motivo pelo qual estava zangada ou assustada, o que fará com que se acalme. 

Algumas estratégias para redirecionar a atenção da pessoa são: 

  • Falar calmamente com ela sobre estímulos concretos que existam à sua volta. Por exemplo, descrever o tempo, a divisão onde se encontra ou um objeto específico; 
  • Pedir-lhe ajuda para fazer uma atividade, como dobrar roupa, toalhas ou guardanapos, limpar o pó, organizar revistas ou encontrar um objeto. Se for perto da altura da refeição, podemos pedir ajuda para pôr a mesa ou começarmos logo a tomar a refeição (mesmo que ainda não seja hora); 
  • Recorrer a atividades que sabemos que a pessoa aprecia, como ouvir músicas favoritas, realizar passatempos preferidos ou outras atividades que a pessoa sempre achou relaxantes; 
  • Dar-lhe para a mão ou mostrar-lhe objetos pessoais que sejam familiares e que lhe evoquem memórias positivas, e falar sobre essas memórias; 
  • Conversar sobre um momento agradável da vida da pessoa, como o casamento, o nascimento dos filhos, uma viagem especial, um episódio de vida divertido ou caricato; 
  • Distrair recorrendo a elogios. Por exemplo, elogiar a camisa ou alguma jóia da pessoa e depois começar a fazer perguntas a partir daí, tais como se a camisola foi cara ou qual a cor favorita da pessoa; 
  • Conversar sobre tópicos relacionados com o comportamento. Por exemplo, se a pessoa estiver agitada porque acredita que tem que ir trabalhar, podemos fazer-lhe perguntas sobre o trabalho e, gradualmente, direcionar a conversa para um tópico relacionado mas que não tenha a ver com o trabalho em si, como um objeto. Se a pessoa trabalhava num escritório, podemos mudar o assunto para canetas, máquinas de escrever ou computadores; 
  • Oferecer uma bebida ou comida que a pessoa aprecie, como um aperitivo, um sumo ou algo doce; 
  • Distraí-la subtilmente com outros estímulos, tais como vídeos ou fotografias no telemóvel, revistas ou objetos para a pessoa mexer ou ligar um programa de televisão que ela aprecie (mas não as notícias ou outros programas que possam ser perturbadores); 
  • Pedir a um familiar ou vizinho que visite ou telefone para falar com a pessoa; 
  • Convidar a pessoa a dar um passeio
  • Se pensarmos que a agitação se relaciona com algum fator da divisão em que a pessoa está, sugerir ou tentar fazer com que a pessoa vá para uma divisão diferente (sem a agarrar ou forçar); 
  • Utilizar o humor pode distrair a pessoa e, ao mesmo tempo, aligeirar a situação, tirando-lhe carga. 


4)  Garantir a segurança e pedir ajuda 

Se redirecionar a atenção da pessoa para outro estímulo ou tarefa não acalmar a pessoa, ou se a pessoa estiver muito agressiva e a pôr-se a si própria ou a outros em risco, o melhor a fazer será garantir a segurança (da própria pessoa com demência, dos cuidadores e das pessoas que a rodeiam), contactar as autoridades e procurar a assistência de terceiros. 

Se a pessoa estiver a ameaçar ou a ser fisicamente violenta (bater, empurrar, pontapear), devemos: 

  • Tentar não mostrar medo ou pânico, pois isso pode intensificar ainda mais a agressividade da pessoa; 
  • Afastar e dar espaço e tempo à pessoa para se acalmar; 
  • Ficar fora do alcance da pessoa e posicionarmo-nos perto de uma saída; 
  • Evitar espaços pequenos como a cozinha, a casa-de-banho ou o carro; 
  • Remover objetos potencialmente perigosos que a pessoa possa utilizar para fazer mal a si própria ou a outras pessoas (por exemplo, para se defender de alguém que acredita querer fazer-lhe mal), tais como armas, facas ou quaisquer outros objetos que possam servir para bater, cortar, espetar ou arremessar; 
  • Se for necessário para garantir a nossa segurança, sair de casa e ir para casa de um vizinho ou para um sítio público, ou dirigir-se a uma esquadra da polícia e explicar a situação; 
  • Telefonar para o 112 se sentirmos que nós, a pessoa com demência ou outras pessoas estão em perigo iminente. Informar o operador do 112 do nosso nome e morada, explicando que a pessoa com o comportamento agressivo tem demência. Referir também se a pessoa está a utilizar alguma arma. 

Conteúdo atualizado a 2 de Dezembro de 2022